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Audiência pública cobra empenho da PBH para acelerar obras da Avenida Belém

Um dos temas de maior destaque da audiência pública promovida pelo mandato do vereador Tarcísio Caixeta (PT) no último dia 23, a Avenida Belém, no bairro Pompeia, deverá merecer maior atenção por parte da Prefeitura de Belo Horizonte para que as obras de saneamento sejam aceleradas. Pelo menos foi este o compromisso assumido pelo secretário adjunto de gestão compartilhada, Pier Senesi. “Vou me empenhar em relação à Avenida Belém”, afirmou.

Segundo os participantes da audiência, de 2007 – ano em que a obra foi iniciada – para cá, apenas 1,3 km foi concluído. “Toda vez que chove, a enxurrada toma conta da minha casa. A água vem com uma violência incrível. Não aguento mais”, afirmou Maria Atanázia, moradora da região.

Na audiência, o secretário listou as obras já previstas e a situação em que cada uma se encontra. Ainda segundo ele, a recente aprovação dada pela Câmara Municipal para que a Prefeitura tome emprestados R$ 480 milhões permitirá a conclusão de obras como a do Centro de Saúde Parque Centenário, que deverá ser iniciada em até 90 dias, do Centro Cultural Santa Tereza, que deverá ficar pronto até fevereiro de 2014, e do Centro Esportivo Pompeia, que exigirá abertura de nova concorrência após a desistência da empresa vencedora do primeiro processo licitatório.

“Estamos em fase de negociação com o Banco do Brasil e posso garantir que estes recursos serão integralmente aplicados no OP”, disse.

Alerta

Orlando Francisco de Menezes, o Cassetete, líder comunitário da Vila São Rafael, alertou o secretário sobre o risco que correm atualmente 28 famílias que moram na região. “Se providências não forem tomadas, poderemos ter outra Vila Barraginha naquele local”, advertiu. Ele informou que as casas foram erguidas em local inadequado e, com a proximidade do período de chuvas, o risco tende a aumentar. “Estas pessoas precisam ser imediatamente retiradas de lá”.

O secretário se comprometeu a criar uma força tarefa formada pela Regional Leste, Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel) e Defesa Civil para visitar e avaliar o local. Caixeta estará presente.

O líder comunitário criticou ainda o valor da Bolsa Aluguel (R$ 500) paga a moradores em situação de risco que, segundo ele, é insuficiente para custear uma nova moradia. “O valor atual dos aluguéis na região leste supera muito a quantia que é destinada aos beneficiários do programa. Além disso, pobre tem maior dificuldade para conseguir um avalista”.

Escadaria

Membro da Comissão de Fiscalização do Orçamento Participativo, Ivan Mateus cobrou ainda a abertura de uma via no Beco General Osório, ao contrário da escadaria que a Urbel pretende construir no local. “Não queremos que aquele local se transforme em mais um ponto de venda de drogas. Por isso, o ideal é que uma rua seja aberta”, disse. Uma reunião deverá ser agendada nas próximas semanas para tratar do assunto.

No encerramento, Caixeta destacou a presença das lideranças e moradores que lotaram a audiência. “Parabéns a todos por este exercício de cidadania”. Para Caixeta, “não adianta debatermos a cidade que queremos se obras aprovadas pela população não são executadas”. E se comprometeu a “fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para viabilizar os recursos necessários à continuidade das obras requeridas pelos moradores da região leste”. “Vamos no empenhar ao máximo para que estas obras saiam do papel”.

 

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